Castro de Curalha vai voltar a ser habitado pelos Povos Galaico-Romanos

O Teatro Experimental Flaviense (TEF), através da secção dos Povos Galaico-Romanos de Aquae Flaviae, em parceria com a Junta de Freguesia de Curalha e a associação Castrum, pretende revitalizar o principal ex-libris da freguesia de Curalha através da recriação histórica do dia a dia dos povos que habitaram aquele espaço.

A iniciativa Povos Galaico-Romanos no Castro de Curalha tem início às 14h com a abertura do mercado galaico-romano, com vários produtos locais, e o convívio entre todos os povos. A magia e a música ancestral irão envolver o ambiente trazendo até ao presente todo o misticismo e a folia característica dos povos galaico-romanos. Pelas 14h30, abre-se espaço para o desfile que dará as boas vindas a todos os presentes. Meia hora depois, o teatro irá invadir as ruas com a peça “Afinal o que queriam os romanos”, um espetáculo cultural que garante desvendar alguns dos segredos do povo que habitou o castro. Haverá vários jogos para pequenos e graúdos e às 19h será “caçado um javali e assado no espeto”, que acompanhado do pão caseiro da padeira do castro fará as delícias de todos. Pela noite, um druida irá preparar “uma poção mágica” que será servida a todos os presentes, dando “força e vigor”.

“Tenho a certeza de que as pessoas que vierem não vão sair defraudadas porque será certamente um dia animado”, com várias encenações da época aliada a uma paisagem única, referiu o presidente do TEF, na terça-feira, dia 6, durante a apresentação do evento à comunicação social.
Rufino Martins adiantou que serão organizados grupos para visitar o interior das muralhas e as casas semiconstruídas do Castro de Curalha, e onde “serão reproduzidas algumas cenas do quotidiano” galaico-romano.

O objetivo deste evento passa por valorizar o património monumental e cultural da freguesia e é também uma forma de atrair turistas à região. Neste contexto, o presidente da Junta de Freguesia de Curalha quer que o Castro de Curalha figure no roteiro de atividades da Câmara de Chaves e que seja integrado na rede de castros da região norte do país. Para concretizar este objetivo, o dirigente concorreu ao Orçamento Participativo de Chaves e ao Orçamento Participativo de Portugal.

“O Castro de Curalha encontra-se inscrito no Orçamento Participativo de Portugal 2017 e o objetivo é a criação de uma rede de castros na região norte do país. Já no Orçamento Participativo de Chaves propomos a requalificação e revitalização do espaço através da criação de condições que facilitem o acesso ao castro, com uma melhor organização do espaço, a incrementação de circuitos e a criação de um museu com os artigos achados no local”, explicou Domingos Alves.

Para além do castro, os moinhos e a antiga estação de caminho-de-ferro e o exemplar de um comboio são outras das referências da aldeia, assim como a ponte e a via romana, o Lagar dos Mouros, primeira zona a ser habitada em Curalha, e a barragem.
Na conferência de imprensa estiveram igualmente presentes o presidente e o vice-presidente da Castrum – Associação de Desenvolvimento Local de Curalha.