OP Junta de Freguesia de São João da Madeira | Frigorífico Solidário
25 de janeiro de 2019

S. João da Madeira já tem disponível um Frigorífico Solidário para combater a pobreza envergonhada e muitas vezes escondida, instalado no Centro Coordenador de Transportes, para dele se servirem quem necessitar de um alimento que foi ali doado.

A ideia partiu de Joana Correia, diretora do Centro Humanitário e de Iolanda Santos, Assistente Social, mas quem o colocou em prática foi a Junta de Freguesia, por ter sido um dos projectos vencedores do Orçamento Participativo.

Desde o último sábado, dia 8, S. João da Madeira tem disponível um frigorífico solidário, instalado no Centro Coordenador de Transportes, aberto a todas as pessoas carenciadas da cidade, que podem ir de forma anónima buscar comida doada por populares. O acesso é direto. Qualquer pessoa pode deixar lá comida e qualquer pessoa que necessite pode ir buscar e levar aquilo que estiver disponível no frigorífico.

“É um projeto que pretende fazer face ao fenómeno da pobreza envergonhada, mas não só. A esfera dos sem-abrigo ou pessoas em situações semelhantes são também o público deste projeto”, assume Joana Correia.

O projeto, segundo esta responsável pela Cruz Vermelha, pretende “sensibilizar a população para a questão da dádiva e do desperdício alimentar, em simultâneo. Desta forma, poderemos estar a ajudar alguém, colocando lá alimentos que já não queremos ou que sabemos que não iremos consumir e que, por conseguinte, irão passar da data e, ao mesmo tempo, prevenimos desperdício desnecessário de comida”, enfatiza.

A grande inspiração para o Frigorifico Solidário veio da Índia. O projecto não é novo, mas não existem muitos em Portugal. Helena Couto, presidente da Junta de Freguesia de S. João da Madeira, sublinhou que o objetivo do projeto é também “educativo”, pois o caminho “faz-se fazendo e este poderá ser o primeiro passo para esse caminho”. E a ideia passa por “apelarmos a que todos os cidadãos, instituições e comércio local possam participar neste ato de solidariedade”, esperando que as pessoas possam respeitar os outros e que não retirem mais do que na verdade necessitam.


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