Projeto do OP de Braga está na reta final e terá uma parede de 25 metros para escalar

É um dos projectos ‘apadrinhado’ pelo Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Braga. O Rocódromo de Braga (Ginásio de Escalada) deverá ser inaugurado em Gualtar antes do final do ano. Só falta executar a parede de 25 metros de escalada.

O Rocódromo de Braga, um ginásio de escalada que está a ser criado em Gualtar, vai entrar nos próximos dias na última fase de construção com a implantação uma parede de 25 metros para escalar e que será uma das maiores em Portugal para treino. Ali vai ser possível, muito em breve, escalar quatro metros sem corda (boulder), faça chuva ou faça sol. A inauguração está prevista para o fim do ano.
“Além de campo de treino de escalada, este equipamento vai servir para a prática de outras actividades físicas além da escalada e até de palco para espectáculos culturais. O objectivo é rentabilizá-lo ao máximo”, garante João Paulo Vieira, presidente da Junta de Freguesia de Gualtar, que assinala que “esta é uma infraestrutura para o concelho”.

Foi precisamente a construção da parede de 25 metros de escala que veio atrasar as obras, pois devido à pandemia da Covid-19 a empresa da Eslováquia que a viria construir deixou cair o projecto, mas entretanto já foi encontrada uma solução alternativa com empresas locais. O edifício servirá ainda de sede para outras duas associações locais, uma das quais o Clube de Montanhismo de Braga.
O projecto é da Associação Desportiva de Escaladores de Braga (ADEB) e conta com o apoio da Junta de Freguesia de Gualtar, tendo sido um dos vencedores do Orçamento Participativo promovido pelo Município de Braga, que tem possibilitado a realização de vários ‘sonhos’ antigos de associações e instituições locais.

“A escalada é uma modalidade em crescimento e nós queremos dar todas as condições aos nossos atletas para que possam vingar nesta actividade”, indica Jorge Martins, presidente da ADEB. Com praticantes entre os cinco e os 70 anos, dois dos quais atletas da Selecção Nacional, o responsável indica sentir “algumas dificuldades” em organizar treinos, pelo que neste momento só é possível treinar duas vezes por semana na parede de escalada alugada à Universidade do Minho - “que significa mais encargos para a associação”.

O projecto inicial do Racódromo de Braga foi alterado, no sentido de que o equipamento se tornasse, efectivamente, uma mais-valia para o concelho de Braga, daí que a Junta de Gualtar tenha mudado o terreno cedido para a obra para a Quinta do Capa - uma localização que permitiu a construção de um equipamento maior com vista a tirar partido de todas as suas potencialidades. “O objectivo é que este novo equipamento sirva também para a realização de competições e campeonatos, além que tem também um espaço exterior, onde pretendemos instalar um parque infantil, através do qual se incentive os mais novos para a prática da modalidade”, frisa o autarca de Gualtar, indicando, todavia, que os 170 mil euros de financiamento provenientes do OP são “um orçamento curto para uma estrutura desta dimensão”.

João Paulo Vieira destaca o facto de o OP de Braga ter possibilitado a concretização de dois projectos “diferenciadores” localizados na freguesia de Gualtar: o Centro de Ciência Viva e o Rocódromo.

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