Incubadora de Artes de Carnide: uma vitória do Orçamento Participativo
03 de agosto de 2017

Cerca de 200 metros quadrados, várias salas de trabalho, de formação e de reunião, uma oficina, um espaço de cowork e uma loja, é o essencial para o novo equipamento que agora está à disposição para acolher a comunidade criativa da freguesia e potenciar o surgimento de negócios nesta área. “O projeto certo no sítio certo”, afirmou o presidente da Câmara Municipal na abertura do espaço.

Fernando Medina assinalou em 24 de julho, com o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa, e o dirigente da Associação Boutique da Cultura, Paulo Quaresma, a abertura da Incubadora de Artes de Carnide. Uma proposta vencedora do Orçamento Participativo de Lisboa (OP) na edição de 2016, que agora abre portas para acolher artesãos e empresas da área criativa da freguesia. 

“Fazer chegar o desenvolvimento a todos os bairros” é um dos grandes desafios da cidade, diz o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, para quem a abertura da nova incubadora é ilustrativa desse esforço, particularmente naquela zona. 

Fernando Medina lembra, nesse âmbito, o esforço que está a ser feito no Bairro Padre Cruz, que “a par do bairro da Boavista constitui o maior investimento feito pela autarquia nas últimas décadas em habitação”, e a decisão de instalar em Carnide a Feira Popular de Lisboa. 

Ao permitir mais oferta cultural e mais oportunidades para os jovens daquela zona, o projeto da Incubadora de Artes “vem colmatar uma lacuna” naquela zona, diz o edil, que saúda a Boutique da Cultura pela iniciativa. “Este é o projeto certo no sítio certo”, sublinha. 

A ideia partiu de um grupo de moradores da freguesia organizados na Boutique da Cultura, que assume a gestão da incubadora, e por imperativo do regulamento do Orçamento Participativo foi apresentado por Paulo Quaresma, que salienta a mobilização colectiva e o espírito participativo em todo o processo. Não só na votação que deu a vitória ao projeto mas também na sua materialização. “Será, talvez, o primeiro projeto do OP a ter concretização no ano civil em que foi votado”, afirmou. 

Também Fábio Sousa enfatiza o espírito participativo em todo o processo e deixa no ar um desejo: “Este é um espaço que queremos que seja de felicidade. Para quem cá trabalhará e para quem aceitar o desafio de vir aqui construir um melhor projeto de vida.”

Até 4 de agosto decorre o período de candidaturas ao espaço (o regulamento deve ser solicitado para incubadoradeartes@gmail.com), que está vocacionado para acolher artesãos, criativos ou empresas em áreas como como o artesanato, pintura, escultura, desenho, serigrafia, fotografia, joalharia, antiguidades, restauro, tecnologias da informação e comunicação, design, conteúdos multimédia, gastronomia, artes performativas ou artes visuais.   


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