Orçamento Participativo de Abrantes | Problemas na execução levam à interrupção do processo
22 de outubro de 2018

A presidente da Câmara de Abrantes anunciou “um hiato” no Orçamento Participativo. A interrupção deve-se à necessidade de avançar com “tudo o que está calendarizado, agendado e previsto e em simultâneo rever todo o procedimento”, explicou Maria do Céu Albuquerque (PS), adiantando causas “processuais” e “não financeiras”. A Câmara Municipal aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a lista dos projetos vencedores da edição de 2018/2019 do Orçamento Participativo.

Foi decisão do município suspender o processo para realização de todos os projetos vencedores nas edições anteriores e rever as normas do OP Abrantes. “Não estamos a ser capazes de corresponder e não tem a ver com questões financeiras uma vez que as verbas estão cativas para a execução destes projetos, tem a ver com questões técnicas e processuais. Vamos ter de fazer um hiato” para realizar “tudo que está calendarizado, agendado e previsto e em simultâneo rever todo o procedimento, inclusivamente indo à procura de outras boas práticas em municípios da nossa dimensão para sermos cada vez mais transparentes e corretos na abordagem que é feita”, avançou a presidente ao Mediotejo.

A presidente notou que “em Fontes e Pego” o número de votos diminuiu porque “estão à espera da concretização dos projetos do Orçamento Participativo anterior. “Percebemos que há um desvirtuar de todo o processo e que vamos ter de perceber como é que podemos continuar a trabalhar neste projeto”. Por seu lado, o vereador Rui Santos mencionou a necessidade de “repensar o modelo do programa”, tendo feito uma consideração sobre a diminuição de votos no Pego. “Sabemos que a leitura é: ainda estão à espera da concretização do projeto vencedor”, afirmou.

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